O Bicampeão Nacional do Agrupamento T8 e actual detentor do título no Agrupamento T2, Nuno Matos cumpre a partir de amanhã, sábado, a sua estreia absoluta na prova e também numa competição fora de portas, num ano em que se propõe lutar por um lugar no pódio final da Taça Internacional FIA de Bajas.
Segunda prova do calendário de 2010, a Baja Rússia Northern Forest é seguramente um dos maiores desafios da época para o piloto de 32 anos, natural de Portalegre: “É uma corrida de características únicas no mundo e que tinha enorme curiosidade em disputar um dia. Toda a equipa fez um enorme esforço para estar aqui presente, pelo que espero agora corresponder e dar uma enorme alegria a todos os que acreditaram no projecto”. “Embora consciente que esta prova vai ser uma descoberta a todos os níveis, estou ansioso por começá-la”, reforçou Nuno Matos, este ano acompanhado por Filipe Serra na Isuzu D-Max T2 do Cetelem | Fedima Team.
Na região de São Petersburgo desde a passada segunda-feira, a dupla portuguesa viveu já as primeiras peripécias, nomeadamente à chegada do seu carro de prova, que viajou mais de 4 mil km e atravessou 10 países no camião de assistência: “Logo que tentámos pôr o carro a funcionar, o motor começou a fazer um barulho estranho… Explicação? O gasóleo colocado na Polónia congelou nas tubagens, pelo que foi preciso substitui-lo por outro com um aditivo anticongelante para muito baixas temperaturas”, recorda.
PRIMEIRAS IMPRESSÕES NA NEVE
Em compensação, o piloto pôde ontem, quinta-feira, realizar um primeiro e curto teste com a Isuzu D-Max numa pequena pista coberta de neve, a sul de São Petersburgo: “Deu para perceber minimamente como se conduz nestas condições e como se comportam os pneus de pregos. São realmente muito eficazes, embora a traseira do carro fique muito solta, o que faz um pouco confusão”, explica Nuno Matos. “De qualquer forma, só no sábado, quando a prova começar, é que poderei ter uma ideia mais clara do que é esta prova e onde me poderei situar em termos de classificação. Serei talvez o único piloto do pelotão que nunca correu na neve! Por isso, terei de aprender depressa, embora adoptando um ritmo cauteloso nas primeiras passagens. Tudo isto é novo para mim e as condições – há 100 anos que não nevava tão intensamente nesta região! – também são muito exigentes”, conclui o piloto que, esta tarde, cumpre as obrigatórias verificações administrativas e técnicas em Igora, cerca de 60 km a norte da cidade de São Petersburgo.
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