A estrear-se neste rali, Bruno Magalhães sentiu logo pela manhã os efeitos da
sua ausência muito prolongada dos ralis de terra (9 meses), e viu-se na posição
de ter de debelar esse ‘handicap’ em troços muito rápidos.
Ainda assim, o piloto da Peugeot Sport Portugal conseguiu sempre cronos entre os cinco concorrentes mais rápidos em prova. “Foi uma boa manhã, mas logo no início do rali notei muito a diferença de ritmo para as equipas mais rápidas e a falta que faz a um piloto ter de correr tão espaçadamente num ou noutro tipo de terreno.”
O rali está a revelar-se incrivelmente selectivo pela alta velocidade do percurso. No final da manhã, e decorridos apenas 59,86 km, a diferença entre o líder Kris Meeke e o sexto classificado, o brasileiro Daniel Oliveira, era já de 3m37s3. Magalhães ocupava a 4ª posição a 1m20s,9 do primeiro lugar – devido ao atraso temporário de Haninen, que furou na primeira especial.
Sem o melhor ‘feeling’ durante a manhã, Bruno Magalhães e Carlos Magalhães optaram por rolar as três classificativas da tarde com suspensões mais duras no seu Peugeot 207. “O carro ficou ligeiramente melhor e sinto que estou a guiar melhor do que na parte da manhã.”, afirmou.
Com efeito, a equipa portuguesa reduziu a diferença de andamento para os mais fortes candidatos à vitória e terminou a 1ª etapa em quinto lugar da geral, a 2m07s,9 do líder. “O quinto posto é bastante bom para nós, apesar do dia não ter corrido exactamente como queria. Mas nestas condições e com este leque de pilotos, para já o balanço é muito positivo.”, concluiu o piloto português que este ano corre com as cores da Peugeot Portugal no IRC.
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